Ilha de Moreré e Ilha de Boipeba

Ilha de Boipeva

Ilha de Boipeva

A Ilha de Moreré é uma pequena vila de pescadores que faz parte da Ilha de Boipeba, e integra o Arquipélago de Tinharé, na Costa do Dendê, junto com o popular Morro de São Paulo. O destino principal desta ilha é, na verdade, a Velha Boipeba, onde está localizada a maioria dos restaurantes, hotéis e moradores.

Boipeba é um dos locais de colonização mais antigos da Bahia, pois, em 1537, os jesuítas fundaram a Aldeia e a Residência de Boipeba. A ilha é formada pelos povoados de Velha Boipeba, São Sebastião (Cova da Onça), Moreré e Monte Alegre.

O ritmo de Moreré não é determinado pelo relógio, e sim pelas marés. Não adianta levar a pressa citadina para o vilarejo baiano! E é por isso que esse paraíso é considerado um dos melhores lugares para aliviar o estresse! Podemos observar, num mesmo lugar, dois cenários completamente diferentes. Pela manhã, as ondulações da areia ainda molhada estão a perder de vista e é possível caminhar metros e metros até que a água chegue aos joelhos. Há a formação de grandes piscinas de água morna. Mas quando o sol começa a cair, a maré sobe e praias inteiras simplesmente desaparecem sob as águas. É a chamada variação das marés…

Ilha de Boipeva

Ilha de Boipeva

Nos arredores de Moreré, há praias com faixas de areia branca intermináveis e contornadas por coqueirais, estes foram plantados por fazendeiros há algumas décadas, mas hoje parecem nativas, de tão integradas à paisagem. Há também riachos de água doce que se misturam às praias salgadas e geralmente calmas.

O roteiro paradisíaco de Moreré inclui piscinas naturais de águas transparentes, com uma variedade de corais, algas, peixes, moluscos, ouriços, estrelas… Além disso pode-se constatar a existência de tartarugas marinhas na região, as quais desovam em diversas praias da ilha. Infelizmente não tivemos o privilégio de presenciá-las…

São quase vinte quilômetros de águas azuis, onde o grande destaque é a Ponta dos Castelhanos, ao sul da Ilha de Boipeba — famosa por abrigar no fundo do mar os restos do navio espanhol Madre de Dios, que naufragou ali em 1535.

Em virtude do patrimônio natural, a ilha está integrada à Área de Preservação Ambiental das Ilhas de Tinharé e Boipeba. A região foi reconhecida pela UNESCO como Reserva da Biosfera e Patrimônio da Humanidade, estando inserida no Corredor Central da Mata Atlântica.

Curiosidade: m’boi pewa – é uma palavra tupy que quer dizer “cobra chata”, em referência a tartaruga marinha de onde se originou o nome Boipeba.

As áreas florestais encontradas na ilha servem como abrigo para diversas espécies da fauna, destacando-se uma grande variedade de aves e colibris, tatus, teiús, raposas e outros.

O povoado de São Sebastião está localizado ao sul da ilha de Boipeba, numa enseada próxima à Ponta dos Castelhanos. É também conhecido como Cova da Onça, devido à existência de uma gruta que gera muitas histórias contadas por moradores locais. Conta-se que a gruta serviu de esconderijo aos jesuítas dos ataques dos índios durante a época da colonização.

A atividade econômica predominante na ilha é a pesca. Existem cerca de 40 embarcações com motorização diesel, desprovidos de equipamentos de navegação, prevalecendo a coragem, habilidade e conhecimento local do mestre e dos pescadores.  Além dos peixes, são capturados e comercializados o caranguejo, o siri, a lambreta, o guaiamu e principalmente o camarão.

O turismo, enquanto atividade econômica é muito recente na Ilha. Existem aproximadamente 60 estabelecimentos turísticos formados, na sua maioria, por pequenas pousadas e restaurantes. Não há o tráfego de carros, motos ou buggys – não é permitido.

Os dias em Boipeba são ocupados com diversos passeios que a ilha tem para oferecer à seus visitantes: caminhadas leves e trekkings pelas praias e matas, cavalgadas, snorkeling nas piscinas naturais, passeio de canoa pelo manguezal.

O passeio de lancha em volta à Ilha de Boipeba passa pelas piscinas naturais, a Ponta dos Castelhanos, a Coroa Grande e a Cova da Onça. Imperdível!

O ponto de partida é na Praia da Boca da Barra em Velha Boipeba e a primeira parada é nas piscinas naturais de Moreré que emergem entre os recifes nas marés baixas. É um ambiente rico de fauna e flora com muitos peixes, lagostas, estrelas do mar, polvos, diversos corais e plantas subaquáticas.

O contato com a natureza é marcante!

Os cultivos agrícolas que mais se destacam na Ilha de Boipeba são o coco e o dendê, além de frutas como a manga, o caju e a mangaba.

A Praia Boca da Barra é a mais próxima do povoado de Velha Boipeba e começa na foz do Rio do Inferno, que separa as ilhas de Tinharé e Boipeba.

A Praia Tassimirim é lindíssima e muito calma – reina a paz! Na maré baixa se formam pequenas piscinas, de águas rasas.

Podemos encontrar em Boipeba o Museu de Ossos do Tavinho, que está localizado em uma pequena rua conhecida como Ribeirinho, que fica próximo ao centro. Hoje o museu é um dos principais pontos turísticos e já é considerado patrimônio cultural.

O Museu foi construído há mais ou menos 45 anos, por um pescador da Ilha que é conhecido como o Mr. Cabeludo, devido as suas madeixas. Ele fundou o museu na sua própria residência. Mr. Cabeludo deu início ao trabalho a partir do momento em que começou a juntar ossos de animais marinhos, como baleias, golfinhos, tartarugas e outras espécies de peixes e crustáceos.

Fonte: Viagem&Família

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